segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015_As Melhores Séries do Ano


10 – Better Call Saul – 1ª Temporada


            Muitos desconfiavam se essa série daria certo, afinal, Breaking Bad mudou a forma de como vemos uma série de TV e fazer uma derivado dela – e com um protagonista que era secundário – parecia uma ideia oportunista. Mas Better Call Saul é uma grande série, absolutamente deliciosa de se ver já ficamos ansiosos pela 2ª temporada – e pela transformação do Jimmy em Saul Goodman.




9 – House of Cards – 3ª Temporada

            A 3ª temporada desta série poderosa continua mexendo no vespeiro da política e desta vez mostra o nosso anti-herói lidando com a presidência e todos os seus jogos para se manter forte no poder, apesar de sua falta de popularidade. Já estamos órfãos de House of Cards, e a nova temporada só chega em março.




8 – Narcos – 1ª Temporada

            Narcos é uma grande história sobre o mito de Pablo Escobar, tendo o nosso José Padilha (diretor de Tropa de Elite 1 e 2) como um dos responsáveis e Wagner Moura interpretando brilhantemente o famoso traficante colombiano. Mas a série não é apenas uma história de Escobar: é um retrato da Colômbia dos anos 80, da geopolítica em geral, da omissão dos EUA no caso e de como uma perda de hegemonia pode levar um país ao limite, já que Escobar era o poder – mais do que o Governo Federal. O Brasil atual que se cuide.




7 – Demolidor – 1ª Temporada

            A primeira parceria da Marvel e da Netflix não tem nada a ver com o clima colorido e divertido dos filmes: é sombria, tensa e muito violenta. Com cenas de ação maravilhosas, um produto altamente fiel aos quadrinhos, atuações excelentes e um vilão ameaçador, Demolidor é uma série excepcional que também pode ser vista como “um filme de 13 horas”. E a 2ª temporada terá Elektra e Justiceiro!




6 – Mad Men – Temporada Final

            A 7ª e última temporada dessa série brilhante fecha os anos 60 de forma soberba e cada personagem teve um final digno. Mad Men nos trouxe os anos 60 de volta e revelou todo o elenco até então desconhecido, desde Jon Hamm às maravilhosas January Jones, Elisabeth Moss e Christina Hendricks. Mad Men estará para sempre em nossos corações.




5 – Jessica Jones – 1ª Temporada

          A 2ª parceria entre a Marvel e a Netflix é a melhor e mais ousada série de quadrinhos da atualidade. E isso com uma personagem desconhecida do grande público, mas vai além das cenas de ação: é um drama sobre uma moça lidando com os seus demônios internos, uma trama sombria em que nada é o que parece ser. Jessica Jones é imperdível.




4 – Magnífica 70 – 1ª Temporada

            Essa série maravilhosa – e brasileira – da HBO é uma bela reconstituição de época dos anos 70, da produção nacional de filmes e um retrato fiel – e mordaz – à ditadura militar, sobretudo à censura dada às obras audiovisuais. Cada episódio é um minifilme, mostra gradualmente a trajetória de todos e ninguém é absolutamente bonzinho, nem absolutamente mau. Simone Spoladore, Marcos Winter, Antônio Garib, Maria Luisa Mendonça e Paulo Cesar Pereio estão maravilhosos em seus papéis. E a 2ª temporada vem aí em 2016.




3 – How to Get Away With Murder – 1ª Temporada

            Não demorou muito para que How to Get Away With Murder se tornasse um fenômeno e que caísse no gosto popular. E o sucesso é mais do que merecido. A série é incrível, viciante, instigante e nada é o que parece ser. Uma reviravolta pode vir no último segundo de um episódio. Viola Davis fez A personagem de sua carreira, merece todos os prêmios que está ganhando, mas a série não é apenas ela: o elenco de apoio é incrível e a maioria é desconhecido, o que pode ser uma chance de alavancar a carreira. Amantes e não-amantes de direito, essa série é para vocês.





2 – Mr. Robot – 1ª Temporada

            Mr. Robot chegou sem fazer barulho e mal passa em um canal tradicional, mas o boca-a-boca sobre a série foi tão grande que logo se tornou um fenômeno e a série que o público tinha que ver. É uma crítica ao mundo capitalista e globalizado, sobretudo às grandes corporações onde qualquer um pode ser vendido. As comparações com Clube da Luta são inevitáveis e justas onde cada frase do protagonista e cada momento é um soco no estômago e um tapa na cara de nossa vida individualista. Ainda não viu? Corra atrás agora! São apenas 10 episódios na qual você nunca mais vai enxergar o mundo da mesma forma.




E antes do primeiro lugar, as menções honrosas:

- Agent Carter – 1ª Temporada



- Agents of SHIELD – 2ª Temporada



- Orange is the New Black – 3ª Temporada



- Unbreakable Kimmy Schmidt – 1ª Temporada



E o nosso primeiro lugar é:

1 – Sense8 – 1ª Temporada

            Sense8 é uma viagem global por sentimentos e emoções que todos nós estamos envolvidos de forma direta ou indireta, em pelo menos uma das histórias. E tem uma narrativa inventiva: são 8 personagens espalhados ao redor do mundo, conectados entre si e cada um pode viver a vida do outro. O que a série mostra também é que todos nos sentimos sozinhos, impotentes e temos nosso segredo no mundo atual. É impossível não se envolver e se apaixonar por cada um dos “sensitivos”. Sense8 é ousada, pode incomodar os mais conservadores e jamais passaria em um canal tradicional. Os irmãos Wachowski fazem de Sense8 sua obra-prima (sim, melhor do que Matrix e V de Vingança) e quando terminamos de ver os 12 episódios, dá vontade de ver tudo de novo para ver as coisas se encaixando. A cena musical de ao som de What’s Up de 4Non Blondes é daquelas cenas que estará para sempre em nossos corações, assim como a série. Os Wachowski conseguiram estragar Matrix com as continuações. Por favor, não façam isso com Sense8 nas temporadas seguintes.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Star Wars - O Despertar da Força


Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens)

Direção: J. J. Abrams

2015

Com: Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver, Harrison Ford, Oscar Isaac, Carrie Fisher, Lupita Nyong’O, Andy Serkis, Domhall Gleeson, Peter Mayhew, Anthony Daniels, Max Von Sydow, Kenny Baker, Mark Hamill.

Ficção Científica / Ação

12 Anos

Novo capítulo é o melhor da saga

            Nunca houve um filme tão aguardado quanto ‘Star Wars – O Despertar da Força’ e as razões são diversas: quando foi anunciado que a Disney comprou a LucasFilm pela bagatela de 4 bilhões de dólares, todos já sabiam que o universo de Star Wars estaria de volta e nada daquilo seria em vão. A Disney já estava com seu Universo Marvel consolidado nos cinemas e suas animações com a Pixar vão bem, obrigado. E não demorou muito para que um novo filme fosse anunciado, desta vez sem a intervenção de George Lucas e com a palavra final da LucasFilm, sobretudo da Kathleen Kennedy, presidente dessa agora chamada subdivisão da Disney e que trabalhou na maioria dos filmes de Steven Spielberg. E por falar em Spielberg, não podemos nos esquecer que a LucasFilm também é a responsável pela franquia do Indiana Jones e não demorará para um 5º filme ser anunciado.

            Outra razão também foi a escolha do diretor: J. J. Abrams, que sacudiu o mundo da cultura pop, porque ele revitalizou a saga Star Trek nos cinemas, que muitos consideram – injustamente, é verdade, que esta é a grande rival de Star Wars.

            E a expectativa em relação ao filme aumentou ainda mais quando saía cada trailer, que deveriam entrar na galeria dos melhores trailers da história: eles mostram muita coisa, ao mesmo tempo em que não mostram nada. E começaram os rumores sobre os personagens novos e antigos, sobretudo porque o herói da trilogia clássica, Luke Skywalker, não apareceu em nenhum trailer, pôster ou material promocional. Sabia-se que ele estava no set de filmagem – e só isso.

            Mesmo alguns ótimos atores, como Andy Serkis (que fez a captura de movimentos do Gollum, em Senhor dos Anéis; King Kong e Caesar, em Planeta dos Macacos), Lupita Nyong’o (vencedora do Oscar por ’12 Anos de Escravidão’) e Domhnall Gleeson (de ‘Questão de Tempo’) foram anunciados no filme, foram divulgados inclusive o nome de seus devidos personagens, mas nada se sabia sobre eles.

            Aliás, a própria dupla de protagonistas Rey e Finn não tiveram seus sobrenomes revelados. E por serem dois atores desconhecidos do grande público, havia a dúvida sobre suas atuações, principalmente após o trauma de Jake Lloyd e Hayden Christensen como Anakin Skywalker na trilogia nova.

            E o mais importante: como a Disney trataria de um produto tão importante – e com fãs tão apaixonados quanto Star Wars?

            Mas, para a boa surpresa de todos ‘Star Wars – O Despertar da Força’ é um grande filme e obviamente há vários elementos da série clássica, mas também há muita novidade.

            Na divulgação do filme, a Disney fez o possível e o impossível para tirar o “Episódio 7” do título, para atrair os não-conhecedores da saga e não ter que ver 6 filmes para assistir um novo.

Aqui há um excelente trabalho de fãs e para fãs. Todo o cuidado em cada detalhe para entregar o melhor filme possível e de não cometer os erros da trilogia nova: cenário digital demais, muito fundo verde, atuações apagadas e roteiro fraco. Quem tinha esse medo, ele é tirado logo nos primeiros minutos de projeção, quando sobe o letreiro clássico e sabemos por partes o que está acontecendo após os acontecimentos de ‘O Retorno de Jedi’, na qual conhecemos o líder da Resistência, Poe Dameron, vivido por Oscar Isaac (que este ano esteve no premiado ‘O Ano Mais Violento’) em uma batalha contra um exército de stormtroopers, comandados pelo líder da Primeira Ordem, Kylo Ren (Adam Driver, o Adam da série ‘Girls’, da HBO) e também conhecemos a figura de Finn, que teve a sua família destruída pela Primeira Ordem e não teve alternativa senão trabalhar para eles, mas que logo muda de lado.

Não precisou de um grande flashback nem de explicar demais a origem desses 3 personagens, já em um primeiro momento já sabemos das motivações deles e de suas habilidades e logo a plateia cria empatia com eles.

Isso é um mérito grande do roteiro em ser conciso. Nada do que os roteiristas Lawrence Kasdan (que escreveu ‘O Império Contra-Ataca’ e ‘O Retorno de Jedi’) e Michael Arndt (que escreveu ‘Pequena Miss Sunshine’ e ‘Toy Story 3’) não estejam acostumados. O primeiro é um profundo conhecedor da saga e o segundo sabe escrever personagens cativantes.

E por falar em cativação, o que dizer do gracioso BB-8? Que sem diálogo nenhum consegue roubar a cena e fazer com que o público se apaixone e se identifique. E acreditem – seus bonecos vão vender mais do que água daqui para frente.

            O que dizer de nossa protagonista, Rey, vivida pela Daisy Ridley, que é uma ótima atriz, uma personagem já clássica e conquistou o coração dos fãs, seja por ser uma atriz linda ou por ser uma mulher forte no meio do fogo cruzado.

            Rey entra na história muito por acaso, ela foi abandonada pela família e vive em Jakku vagando pelo deserto, ou como “catadora de lixo”, como ela é vulgarmente conhecida.

            Costuma-se comparar a trajetória dela com a do Luke Skywalker em ‘Uma Nova Esperança’ e não está de todo errado, já que ambas as histórias seguem a “jornada do herói”, na qual a pessoa tem uma vida pacata, recebe o chamado, recusa de início, mas vê que não tem saída.

            A amizade dela com BB-8 e depois com o Finn, é das coisas mais verdadeiras que o cinema apresentou nos últimos anos.

            E o que dizer dos nossos heróis clássicos, Luke, Han Solo e Leia? O mistério sobre Luke Skywalker logo é respondido nos primeiros minutos de exibição, Leia tem um elo importantíssimo na história e Han tem uma presença melhor e maior do que o esperado. Após o acidente que quase matou Harrison Ford – e atrasou as filmagens deste filme – foi glorioso ver que ele continua com seu pique e não perdeu a mão – mas dificilmente fará um novo Indiana Jones.

            A direção de J. J. Abrams é muito bem conduzida, ele sabia das dificuldades em dirigir um filme desse tamanho – e de lidar com os fãs de Star Wars e Star Trek – e aqui ele faz o que sempre fez de melhor em sua carreira: trabalhar com atores e extrair o melhor deles. Como já vimos em Star Trek, Super 8, Lost e Alias.

            ‘Star Wars – O Despertar da Força’ vai na contramão de muita coisa da hollywood atual: ao invés de exagerar nos efeitos digitais, há muitos efeitos práticos, com cenários e locações reais. E esse filme tem um belo trabalho de fotografia, design de produção e figurino. Se ficar fora do Oscar, tanto das categorias técnicas, quanto das principais (Filme, Direção, Roteiro), eu não acredito mais em justiça no mundo.

            E nem citamos a trilha sonora arrebatadora de John Williams que não só trabalha no tema principal com maestria, mas na trilha ao longo do filme e os personagens principais têm um trilha própria (e a da Rey é sublime).

            ‘Star Wars – O Despertar da Força’ está sendo constantemente comparado com ‘Uma Nova Esperança’ e as comparações fazem todo o sentido. Em 2017 vem aí o episódio 8. E nós esperamos que ele seja comparado com ‘O Império Contra-Ataca’.

Nota: 10,0

Imagens:













Trailer:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Indicados ao Globo de Ouro 2016

     Saíram os indicados ao troféu Globo de Ouro, conhecido como muitos como a prévia do Oscar. A cerimônia ocorrerá dia 10 de janeiro e terá Ricky Gervais como apresentador. 
    O Brasil está muito bem representado. Embora ‘Que Horas Ela Volta?’ tenha ficado de fora da categoria de Filme Estrangeiro, o ator Wagner Moura está indicado pela série Narcos, onde ele interpreta o traficante Pablo Escobar. Eis os indicados:

Cinema:

Melhor Filme Dramático
Carol
Mad Max - A Estrada da Fúria
O Quarto de Jack
O Regresso
Spotlight - Segredos Revelados

Melhor Filme de Comédia ou Musical
Descompensada
A Espiã que Sabia de Menos
A Grande Aposta
Joy - O Nome do Sucesso
Perdido em Marte

Melhor Ator Dramático
Bryan Cranston (Trumbo: Lista Negra)
Leonardo DiCaprio (O Regresso)
Michael Fassbender (Steve Jobs)
Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)
Will Smith (Concussion)

Melhor Ator de Comédia ou Musical
Christian Bale (A Grande Aposta)
Steve Carell (A Grande Aposta)
Matt Damon (Perdido em Marte)
Al Pacino (Não Olhe Para Trás)
Mark Ruffalo (Sentimentos que Curam)

Melhor Atriz Dramática
Cate Blanchett (Carol)
Rooney Mara (Carol)
Brie Larson (O Quarto de Jack)
Saoirse Ronan (Brooklyn)
Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

Melhor Atriz de Comédia ou Musical
Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)
Amy Schumer (Descompensada)
Melissa McCarthy (A Espiã que Sabia de Menos)
Maggie Smith (A Senhora da Van)
Lily Tomlin (Grandma)

Melhor Ator Coadjuvante
Idris Elba (Beasts of No Nation)
Mark Rylance (Ponte dos Espiões)
Michael Shannon (99 Homes)
Sylvester Stallone (Creed)
Paul Dano (Love & Mercy)

Melhor Atriz Coadjuvante
Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados)
Jane Fonda (Youth)
Alicia Vikander (Ex_Machina)
Helen Mirren (Trumbo: Lista Negra)
Kate Winslet (Steve Jobs)

Melhor Diretor
Alejandro González Iñarritu (O Regresso)
Ridley Scott (Perdido em Marte)
Todd Haynes (Carol)
George Miller (Mad Max - A Estrada da Fúria)
Tom McCarthy (Spotlight - Segredos Revelados)

Melhor Roteiro
Os Oito Odiados
Spotlight - Segredos Revelados
A Grande Aposta
O Quarto de Jack
Steve Jobs

Melhor Filme Estrangeiro
Son of Saul (Hungria)
O Clube (Chile)
Cinco Graças (Alemanha / França / Turquia)
O Novíssimo Testamento (Bélgica / França / Luxemburgo)
O Esgrimista (Finlândia / Estônia / Alemanha)

Melhor Filme de Animação
Anomalisa
O Bom Dinossauro
Divertida Mente
Peanuts
Shaun, o Carneiro

Melhor Trilha Sonora Original
Carol
A Garota Dinamarquesa
Os Oito Odiados
Steve Jobs
O Regresso

Melhor Canção Original
Writing's On The Wall (007 Contra Spectre)
Simple Song #3 (Youth)
See You Again (Velozes & Furiosos 7)
One Kind of Love (Love and Mercy)
Love Me Like You Do (Cinquenta Tons de Cinza)


TV:

Melhor Série Dramática
Empire
Game of Thrones
Mr. Robot
Narcos
Outlander

Melhor Série de Comédia ou Musical
Orange is The New Black
Silicon Valley
Transparent
Casual
Mozart in the Jungle
Veep

Melhor Ator em Série Dramática
Liev Schreiber (Ray Donovan)
Jon Hamm (Mad Men)
Rami Malek (Mr. Robot)
Wagner Moura (Narcos)
Bob Odenkirk (Better Call Saul)

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
Jeffrey Tambor (Transparent)
Aziz Ansari (Master Of None)
Gael García Bernal (Mozart In The Jungle)
Rob Lowe (The Grinder)
Patrick Stewart (Blunt Talk)

Melhor Atriz em Série Dramática
Robin Wright (House of Cards)         
Viola Davis (How To Get Away With Murder)
Caitriona Balfe (Outlander)
Eva Green (Penny Dreadful)
Taraji P. Henson (Empire)

Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical
Gina Rodriguez (Jane The Virgin)
Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend)
Jamie Lee Curtis (Scream Queens)
Lily Tomlin (Grace and Frankie
)

Melhor Minissérie ou Telefilme
American Crime
American Horror Story
Flesh & Bone
Wolf Hall
Fargo

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme
Oscar Isaac (Show Me a Hero)
Patrick Wilson (Fargo)
Idris Elba (Luther)
David Oyelowo (Nightingale)
Mark Rylance (Wolf Hall)

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme
Queen Latifah (Bessie)
Lady Gaga (American Horror Story: Hotel)
Sarah Hay (Flesh & Bone)
Felicity Huffman (American Crime)
Kirsten Dunst (Fargo)

Melhor Ator Coadjuvante
Alan Cumming (The Good Wife)
Damian Lewis (Wolf Hall)
Ben Mendelsohn (Bloodline)
Tobias Menzies (Outlander)
Christian Slater (Mr. Robot)

Melhor Atriz Coadjuvante
Joanne Froggatt (Downton Abbey)
Uzo Aduba (Orange is The New Black)
Regina King (American Crime)
Judith Light (Transparent)
Maura Tierney (The Affair)







           
           




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Creed - Nascido para Lutar


Creed – Nascido Para Lutar (Creed)

Direção: Ryan Coogler

2015

Com: Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Tony Bellew, Phylicia Rashad.

Drama

14 Anos

Creed foi um risco tão alto que só poderia dar certo

            Todos os envolvidos sabiam da dificuldade de fazer ‘Creed – Nascido para Lutar’. ‘Rocky Balboa’ de 2006 fechou o ciclo de uma forma tão comovente que parecia que a saga do lutador estava fechada nos cinemas e quando saiu a notícia que fariam um filme sobre o filho de Apollo Creed, sendo o próprio Stallone como treinador, a idéia pareceu mais oportunista do que artística. Sem contar que, à exceção do próprio Stallone e em parte do Michael B. Jordan, o restante do elenco é praticamente desconhecido, inclusive o diretor Ryan Coogler, com apenas 2 filmes na carreira.

            E o ator Michael B. Jordan está vindo do fracasso de ‘Quarteto Fantástico’ e veio a dúvida se ele conseguiria segurar um papel dramático sozinho. O próprio Stallone vem de um ‘Mercenários 3’, que também fracassou nas bilheterias mundiais.

            Mas, para a surpresa geral e para a alegria dos fãs – e dos não-fãs da franquia - ‘Creed – Nascido para Lutar’ é um grande filme, que não só resgata o clima de nostalgia dos 6 filmes da franquia Rocky, mas que se sustenta como filme dramático e história de superação.

            ‘Creed – Nascido para Lutar’ conta a história de Adonis Johnson, que é filho biológico do ex-campeão mundial de boxe, Apollo Creed, mas jamais conheceu seu pai, pois ele morreu antes de seu nascimento e Adonis passou por lares adotivos até ir morar com sua mãe biológica, Mary Anne.

            Ela nunca quis que Adonis fosse lutador, pois Apollo morreu no ringue, mas o garoto descobre que seu dom é nas lutas e entre algumas brigas clandestinas, ele resolve ser um lutador profissional, quer que seu treinador seja ninguém menos do que o mítico Rocky Balboa em pessoa e sua chance de carreira surge quando ele aceita uma luta contra o campeão mundial Ricky (interpretado por Tony Bellew, que na vida real é um pugilista de verdade).

            Neste meio tempo, ele conhece sua vizinha, Bianca (vivida por Tessa Thompson, que apareceu recentemente em ‘Selma – Uma Luta Pela Igualdade’), que é cantora e tem um problema de surdez gradativa e os dois têm um romance – e a química entre eles é inegável.

            Após os acontecimentos de ‘Rocky Balboa’, lançado em 2006, o “garanhão italiano” já havia pendurado as luvas e luta contra um câncer que o persegue há tempos, mas ele jamais curou.           

Com várias franquias famosas do cinema voltando – e a maioria apostando na nostalgia dos fãs, a saga de Rocky Balboa também volta aos cinemas de forma triunfal e o clima dos filmes clássicos está presente, seja na música, no design de produção, em imagens “reais” da época, em frases de efeito e até no figurino.

            Para isso, a equipe de produção conta com ninguém menos do que o próprio Stallone, Robert Chartoff e Irwin Winkle (que produziram todos os filmes da franquia e o grande ‘Touro Indomável’, de Scorsese).

            Michael B. Jordan se revela um bom ator dramático e na iminência de esse filme dar certo nas bilheterias e se criar um novo recomeço à franquia, ele pode sim, segurar os filmes nas costas, independentemente de Stallone ao seu lado ou não.

            Aqui em ‘Creed – Nascido para Lutar’ o Sly não é apenas o técnico que incentiva seu pupilo a crescer na carreira e dar a volta por cima, mas toda a filosofia aprendida ao longo de sua carreira, como vista nos filmes anteriores, agora ele está compartilhando com a nova geração, ou seja, não é apenas Balboa falando com Adonis, mas é Stallone falando com Michael B. Jordan – ou uma pessoa experiente dando lições de vida, no caso, para nós, espectadores.

            Apesar de o romance entre Adonis e Bianca ter uma boa química, a moça é uma personagem pouco aproveitada, muito mal explorada que mal dá para torcer pela luta dela contra a surdez gradativa e se a intenção foi a de fazer de Bianca uma nova Adrian como personagem feminina forte, foi um tiro pela culatra.

            Outra grande falha de roteiro é que embora a morte de Apollo seja sempre citada e lembrada, jamais falam como ele morreu de fato e FICA AQUI O AVISO DE SPOILER PARA QUEM NÃO VIU ROCKY IV, que completa 30 anos agora em 2015:



            Para quem viu o filme de 1985, sabe que Apollo Creed morreu em uma luta contra o boxeador soviético Ivan Drago e essa era a motivação para Rocky procurar vingança em terras russas. Em Rocky IV acompanhamos todo o treinamento e dor de Balboa para vingar o amigo contra um boxeador praticamente imbatível como Drago, é uma parte importantíssima na saga, mas aqui foi, infelizmente, ignorada.



            Mas, apesar dessas ressalvas, é inegável que ‘Creed – Nascido para Lutar’ seja uma boa surpresa e merece ser visto, seja para fãs da franquia, para cair na nostalgia, como história de superação, fãs do esporte ou para o espectador casual que vai ao cinema para se divertir. E se o sucesso comercial vier, só torcemos para que as possíveis continuações não venham apenas para preencher a demanda do estúdio.

Nota: 9,0

Imagens:












Trailer: